terça-feira, 27 de setembro de 2011

Receita da Caipirinha do Míope


 - Corte um limão taití na metade. Não seja dominado pela vaidade.
 - Retire aquela parte branca do meio. Mulher de verdade tem que ter recheio.
 - Corte cada metade em três gomos. Como somos idiotas quando tentamos ser algo que não somos.
 - Jogue as fatias na coqueteleira. Timidez é besteira.
 - Adicione duas colheres de mel. Aprenda a admirar o céu.
 - Macere levemente apenas três fatias do limão. Expresse pessoalmente a sua admiração.
 - Adicione 60 ml de uma cachaça da boa. Falar a verdade não enjoa.
 - Coloque um copo de gelo. Quem aprecia tem zelo.
 - Bata tudo na coqueteleira com muito vigor. Ninguém morre de amor.
 - Despeje tudo em um copo (o mesmo da medida do gelo) apropriado para a bebida. Enfeite o copo com um canudo e deixe as fatias inteiras nas bordas ou por cima. Está pronta para servir, caipirinha batida com filosofia.

8 comentários:

Maxwell Soares disse...

Muito bom.kkk. Acabei de postar,agora, também. Valeu....

Anônimo disse...

Barman escritor... gostei da sua receita !!!

Sandro Ataliba disse...

Dispenso a bebida, aceito a filosofia. rs
Abraço

Luna Sanchez disse...

Rá, adorei Ivan! Não conhecia esse teu talento etílico!

Rs

"Nas bordas ou por cima" foi de uma crueldade elegante (digo pras mentes turbinadas como a minha).

Bom demais. Vou levar pro Twitter, tá?

Um beijo.

Palavras Vagabundas disse...

Ivan,
como sou apreciadora de caipitinha, adorei!
bjs
Jussara

Cissa Branco disse...

Ivan,

Como se não bastasse estar no blog da Ju, o Palavras Vagabundas, ainda sou chamada de moça, claro que estou flutuando. Adoro um destilado, só bebo caipirinha e tequila, e com filosofia fica melhor ainda, adorei.
Beijos

Liv disse...

Muito bem pensado! Nada como uma boa dose de caipirinha com filosofia! Adorei :)

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Ivanamigo


Chego aqui – e vários blogues me levaram a isso, benditos sejam – e gosto; palavra que gosto. Se não gostasse ou me calava ou dizia que… não gostava. Sou um ancião, virgem (completei 70 aninhos no dia 20 deste mês), louco militante e escriba praticante.

Acabei de publicar na nossa Travessa um testículo com x, INTERDITO a Senhoras, a menores e até a cavalheiros da mais esmerada educação. É um tanto brejeiro e pode ferir a susceptibilidade ou até mesmo o pudor de quem se atreva a lê-lo. Intitula-se A garrafa e os copos. Dele me permito transcrever um passo dos mais inocentes.

“Ela, muda e febril, deixou-se levar, estendeu-se na cama, ele perguntou-lhe posso pôr-lhe o instrumento, refiro-me, claro, ao termómetro, no sovaco? Nata, sem uma palavra, desatou o nó do cinto do roupão, abriu-o um pouco, a camisa de noite não ocultava nada, quando ele se inclinou para tirar a temperatura, os bicos dos seios fugiam da prisão diáfana.”

Repito o alerta: é IMPRÓPRIO para consumo. Depois, não digam tu e a tua malta que não avisei.

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